Amor,dos olhos caídos ao chão
P’lo embaraçado em borboletas,
Floresce-me a alma e o coração
Nas trovas que, doce, encetas
Ai meu amor, quanta dessa ilusão
Fica guardada nessas tuas gavetas
Pois, ao mostrares-me uma porção
Outras as reclamam, também certas
Que é só delas a semente semeada
Nos versos que escreves com primor
Que é só delas a maviosa madrugada
Que pintas como se fosses um pintor
Ah! Poeta da alma triste e rasgada
Que da solidão fazes o teu cobertor
Deixa-me secar-te a face molhada
E ofertar-te este meu cálice redentor
Amor, ai amor, ao longe vês as borboletas
Voando ao vento vago que se quer suão?
São as minhas palavras, de amor abertas,
Como rosas desabrochando em botão
Contempla o meu jardim para ti criado
Em poemas e frases intensas de rimas
E deixa-me colher-te, cravo perfumado
Pois, é com a tua arte me fascinas!
Rosa Alentejana
(imagem da net)

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