domingo, 10 de abril de 2016

Ode à escrita


Foi uma quente heresia nos dedos
Que acordou o brilho de um poema
Como palavra salivando, blasfema
Na oração sagrada dos segredos

E despertou a tal métrica no regaço
Decassilábico de límpida inspiração
E trouxe ao sol a verdadeira ilusão
Que canta em cada canto o abraço

Contemplando os versos germinando
Como flores no jardim alado, suspenso
Demonstra como esse amor imenso
Te ilumina esses sábios lábios, rimando

E no milagre matutino do sacramento
Silencioso de folhas já tão fatigadas
Acorda a bonança das espigas doiradas
No trigal das ilusões feitas de alento

Alumia essa clara claridade glamorosa
Emprestada à tua pele magnificente
Nessas mãos de poeta omnipresente
Que enleva em odes a envergonhada rosa.

Rosa Alentejana Felisbela
(foto minha)

6 comentários:

  1. Que poema maravilhoso e que blog lindo.
    Visite um dos meus.
    Beijo*

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  2. Muito obrigada pelas palavras Renata!
    Visitarei, com certeza!
    Beijinho

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  3. Você escreve tão bem que merece todo o reconhecimento. Tenho um blog chamado Poesia em Língua Portuguesa em que publico autores de expressão portuguesa e brasileira. Gostaria de publicar um poema seu. Pense e diga-me o que acha.
    Beijo*

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    Respostas
    1. Muito obrigada pelo elogio Renata!
      Eu fui ler e gostei muito do seu blog!
      Fico muito lisonjeada pela honra de querer partilhar a minha humilde escrita!
      Fique à vontade :) beijo

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