Não sei se a urgência se propagou
no capricho da pele, obediente,
ou se a fluência das palavras
jorrou
excessiva, no nicho do arfar,
diferente das peças
do puzzle
cansado de te inventar!
E esse líquido extravasante,
dourado resquício,
empertigado
no meu olhar felino,
é bruma delicada
nos degraus da escada
de amores-perfeitos
no teu ar ladino…
Asas de borboletas
tontas
a esvoaçar!
Tantas vezes me sento
na íris do teu abraço
que a fome de Alma
padece no sonho
atento,
onde desamarro o laço
do teu nome,
com a celeridade de ficar!
Então, cavalgo nas marés
indomadas
e ajeito o meu vestido
de amazona
junto ao espelho que idolatro
no teu olhar…
Apenas para que as palavras
defraudadas
não assumam o respirar
sem jeito
no carinho do desejar!
Apenas porque sublimas
os meus sentidos em matéria-prima
de beijos inquietos
e animas
os meus passos, saltitantes
de instantes mágicos,
na prece da pressa
que rezas
no toque suave
de amor por dar!
Rosa Alentejana
