terça-feira, 3 de maio de 2016

Decifro-te


Perante o tempo vagaroso burlador
Quedo-me branda num lento burilar
De versos cândidos para o teu olhar
Quando vestiste outro papel de ator

Noutra vida, noutro teatro, noutro lugar
Mas, decifro-te céu poético, o confessor
Do meu pecado, no que tens de melhor,
As letras inquietas num terno fervilhar

Moldando o barro da arte sem pressa
Dando forma fidedigna ao silêncio macio
Como artesão sábio que tudo começa

Para depois te tornares verso do tal rio
Voltando ao mar com a serena promessa
Inspirando trovas, odisseias, num eterno estio…

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

3 comentários:

  1. O rio que sempre volta, mas que nunca é o mesmo. Adorei.
    Beijo*

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    1. Mesmo Renata! Beijinhos e muito obrigada querida!

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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