Fazes dos sentimentos das mulheres banalidades
Que utilizas como troféus segredados em poemas
Como se as palavras fossem apenas simplicidades
E o que sentem por ti fossem apenas meros temas
Fazes das rosas viçosas um jardim de coisas mortas
Que sofrem as dores de acreditar nas belas algemas
Que colocas em vez de alianças, porém todas tortas
À imagem da tua mente distorcida que bem acalentas
Fazes das árvores o ganha-pão da origem poderosa
Que envolve o caule, como fruto amargo e recorrente
Pagando os moldes da terra arável remanescente
Fazes do óbvio fingimento uma bela e rebuscada prosa
Que inspira o prémio nobel da farsa falsa e aparente
E despem-te as folhas desnudando essa (se)mente!
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

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