Perante o som confesso
da água cristalina a correr
fecho os olhos, adormeço
sinto sem realmente ver
Ouço o som dum avião
ao longe, num ronronar
e acho que é o coração
baixinho, a sussurrar
Ouço o melro e o pardal
uma cigarra e um grilo
certamente no matagal
que sinto e sei tranquilo
Ouço o vento na azinheira
apressado no seu passar
quero entrar na brincadeira
levantar-me e ir cantar
Mas os olhos ficam fechados
numa calma que não se apaga
quero os sonhos bem guardados
enquanto a natureza me afaga
Rosa Alentejana Felisbela
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