Oh tu, noite tenebrosa de tormentos!
Toma-me em teus braços soberanos
Transporta-me em teus veios profanos
Para o mundo dos prazeres sonolentos!
Dá-me a morte provisória dos desenganos
Como um elixir contra estes passos lentos
Porque os demónios escutam muito atentos
As imperfeições de todos os seres humanos!
Cobre-me o corpo com teu manto brilhante
De constelações lindas, luzidias, que só eu vejo
E deixa-me despertar branca nesse teu beijo
Que me acalma serenamente o semblante
Num verso morno e doce escrito em solfejo
Pelos anjos, como num derradeiro desejo!
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

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