domingo, 21 de agosto de 2016

Partiste


Olhos sobre o ombro
lentamente
num abraço triste
às águas do rio

pestanas silenciosas
na luz promiscua
da certeza

assombro que abriste
à boca da rosa

e num sopro fugaz
apagou-se
a beleza

e partiste

Rosa Alentejana Felisbela


6 comentários:

  1. Um poema um pouco melancólico, mas fantástico!

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    1. Olá Jorge! Bem-vindo de volta!
      Muito obrigada ;)

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  2. Gosto de brincar nos meus comentários, mas esse poema parece trazer um toque fatal à vida! Despedida....tenha um ótimo dia.

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    1. rsrs Por favor, não levar "à letra" tudo o que ler por aqui...é que, posso ser uma grande "fingidora"!
      Costumo responder a essa afirmação/ pergunta da seguinte forma:

      IMPRESSÃO DIGITAL

      Os meus olhos são uns olhos,
      E é com esses olhos uns
      que eu vejo no mundo escolhos
      onde outros, com outros olhos,
      não vêem escolhos nenhuns.

      Quem diz escolhos diz flores.
      De tudo o mesmo se diz.
      Onde uns vêem lutos e dores
      uns outros descobrem cores
      do mais formoso matiz.
      Nas ruas ou nas estradas
      onde passa tanta gente,
      uns vêem pedras pisadas,
      mas outros, gnomos e fadas
      num halo resplandecente.

      Inútil seguir vizinhos,
      querer ser depois ou ser antes.
      Cada um é seus caminhos.
      Onde Sancho vê moinhos
      D. Quixote vê gigantes.

      Vê moinhos? São moinhos.
      Vê gigantes? São gigantes.

      In Movimento Perpétuo (1956) António Gedeão

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  3. Gosto de brincar nos meus comentários, mas esse poema parece trazer um toque fatal à vida! Despedida....tenha um ótimo dia.

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