sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

É tão depressa noite...



“É tão depressa noite neste bairro”
que os telhados espreitam sobre o manto escuro
e triste da noite
e bebem de um trago só o licor da lua
- bebedeira certa com letras-
enquanto as estrelas rastejam nos restos do dia
e acendem o que ainda sobeja da vida
para que os sinos da igreja rebatam
a homenagem à palavra-mãe
de todas - a poesia!
Simplicidades
trazidas pelo movimento lento dos moinhos
da imaginação ao rosto - foto a preto e branco -
do silêncio que se avizinha.

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

2 comentários:

  1. Gostei muito do poema, é magnífico.
    Boa semana, Rosa.
    Beijo.

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  2. Muito obrigada Jaime!
    Boa semana também para si.
    Abraço poético

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