Só para serenar os pensamentos
bebi o chá da saudade do teu corpo
e morri o sono dos justos.
Embrenhada nas estranhas artimanhas de Morfeu
ergui os braços solenemente e agarrei
o pó de estrelas que a lua verteu
sobre a minha cama em cascata.
Depois semeei, sim, semeei tantos desejos
nas dobras dos meus lençóis
quantas as vezes que olhei os teus olhos.
Reguei depois com ilusões e aguardei,
em pelo, o fruto que viria a seguir…
Colhi fantasias quando estavam já maduras
e saboreei cada gomo num deleite
que abrasou as minhas veias
num calor que aqueceu o açúcar da minha boca
em calda polvilhada com canela.
Amanheci doce na quimera de te ter…
Mas, falta credibilizar o absurdo.
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

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