
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
Mística questão de pele
És o suave enigma
embebido na minha pele,
meu presente insondável…
e a minha derme recusa esquecer a tua
voluntariamente!
É esse beijo misterioso
que desencadeia emoção
num arquejar sinuoso
perdido entre o olhar
as bocas
e as nossas mãos!
É esse abraço segredado
na plenitude da razão
ingrata e guardada
na colina próxima da sofreguidão!
Mania de acreditar
na mística da tua pele
doce e quente
quando sei que o teu carinho
já não basta
no delírio da minha mente!
Rendo-me ao inexplicável
momento eletrizante
em que me olhas vulnerável
íntimo roçar vibrante
que se torna
indescritível voragem!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Tête-à-tête
Como uma chama estranha
que se entranha
na façanha cálida
das labaredas áridas,
os nossos olhos safados
e endiabrados,
como cruzeiros
que se cruzam em afagos
de desnortes, tão torpes
nos enfoques distantes,
os nossos corpos
encontram-se,
deslizantes
como flechas certeiras
no ninho dos degredos,
contrariando
todos os doidos enredos,
traçando caminhos
por entre os carinhos travessos
nos nossos travesseiros,
lençóis e cobertas,
libertas de tanto imaginar
e criar mundos
mudos, e sós, num tête-à-tête,
num emergir de sonhos
sem medos,
onde apenas o toque dos dedos
importa, pois
ambos fechamos a porta
do segredo segredado nas bocas
do entardecer,
naquele terno lamber
de frutos mordidos,
de pernas e braços,
enlaçados em lavas
de cálidos pecados,
suados…numa procura
na loucura de se ter…

quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Encontra-me
Encontra-me
no centro do avesso processo de me tocar
no ritmo cadente, por dentro, do sólido desejo
ainda por inventar
Encontra-me
no rasto deixado pela lua cadente
do infinito carente, onde flutua a carícia
e se insinua o êxtase do guerreiro ardente
Encontra-me
na alva brancura dos dentes cerrados
ao grito abafado e desnudo,
partes de um todo, sorrisos safados
no segredar sensual e absurdo
Encontra-me
no beijo prudente da epiderme sensata
que festeja em pingos de gulosa doçura
a promessa, a oração da serenata
cantada num sussurro de imensa procura
Encontra-me
e não me deixes partir
sem cumprir o oceano sem fim
que me pedes e te dou sem pressa, a sorrir,
completando-te eu, com as partes de mim!
no centro do avesso processo de me tocar
no ritmo cadente, por dentro, do sólido desejo
ainda por inventar
Encontra-me
no rasto deixado pela lua cadente
do infinito carente, onde flutua a carícia
e se insinua o êxtase do guerreiro ardente
Encontra-me
na alva brancura dos dentes cerrados
ao grito abafado e desnudo,
partes de um todo, sorrisos safados
no segredar sensual e absurdo
Encontra-me
no beijo prudente da epiderme sensata
que festeja em pingos de gulosa doçura
a promessa, a oração da serenata
cantada num sussurro de imensa procura
Encontra-me
e não me deixes partir
sem cumprir o oceano sem fim
que me pedes e te dou sem pressa, a sorrir,
completando-te eu, com as partes de mim!
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
A sinfonia do nosso amor
Envolves-me no regaço das tuas palavras,
escritas no vidro baço
das pautas do nosso amor!
São gemidos sustenidos sem dó maior…
elevados em ousadia,
na melodia dos desejos, tantas vezes, refreados…
São os nossos corpos enroscados
em acordes aumentados
pela fúria da paixão,
num andamento sincronizado
ao ritmo do turbilhão das nossas mãos.
São os nossos toques em consonância
e os murmúrios sussurrados,
a voz que elimina a distância,
augúrio dos pecados partilhados
no crescendo da emoção!
Entoas-me a fuga letal
quando o arquejo da harmonia
se propaga como fogo irreal
da nossa bela sinfonia!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Precipício
Salto alto no precipício das horas
desgovernadas da procura,
mergulho à deriva da loucura prostrada
na espera em que demoras,
e não quero viver!
Balão colorido pelo teu ar delicioso,
onde não me canso de naufragar
por ondas e praias perdidas do norte,
num balanço onde agarro a sorte
com unhas de arranhar
e mordisco a censura, por explorar!
Não me canso de colocar o lençol de seda
amarrado à tua armadura,
que o sol é sede que perdura
e o desejo dura na dobra
que faço no hálito doce do teu mentol!
Abro as mãos em concha
com aroma a sândalo e rosas…
e voas com asas de mariposas,
numa luta com o desespero
que queres evitar, mas adias o toque,
até que assoma o suspiro no olhar!
E pousas vagaroso e lambes as feridas
ainda a sarar…
desejoso pelo beijo
que sentes a gotejar do meu saborear…
Gosto do gosto agreste das tuas palavras
no meu salivar oblíquo…
mimo do teu querer profícuo
nas minhas mãos,
poetas ardentes da razão indisfarçável…
mas provável…no dia em que te encontrar!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Milagre impuro de amar
Dá-me o roçar dos beijos espaçados
na tortura do nosso céu pintado de frescura…
Eleva-me o corpo em arco de abóbada silvestre,
que as flores das tuas mãos
perfumam a alvorada…
e eu…aspiro da tua pele molhada
as cores do ímpeto no rosto a enrubescer!
Prende-me as mãos em prece
aos pilares que evocas
na firmeza da ousadia implícita e,
num revirar de olhos,
provocas o gemido lânguido da tua magia!
E ao som do bafo formoso feneço
no prazer prazeroso desse simples desejar…
vem, roça-me os lábios vorazes
pelo milagre impuro do meu altar de amar!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Concha
Concha
Sou apenas uma concha
No fundo do mar
Vazia de amar
Mas cheia de fé
No teu olhar
Desconhecido
Embrenhado na maré
Insensato e encantador
Martirizando-me
Com palavras de amor…
Sou pérola pura
Guardada em tons
De ternura
Para ti!
Apenas tu irás abrir
O meu sonho
O meu mundo
E tudo o que estiver
Neste mar profundo
Até o meu sorrir!
Confortam-me os teus beijos
De algas e seixos
Com sabor a canela
Mel e hortelã
Que maravilham cada noite
E cada manhã…
Neste azul de delírios
Onde moro tão só
Aguardo que abras
Este tesouro
Pleno de desafios
De ouro
E pó…
E…concha que sou
Marulhando no anseio
Espero que descubras
Onde moro
E volteio
E abras grilhões
E fados distantes
Porque as fases
Da lua
São estes breves
Instantes
Em que falas e escuto
E leio!
Sou apenas uma concha
No fundo do mar
Vazia de amar
Mas cheia de fé
No teu olhar
Desconhecido
Embrenhado na maré
Insensato e encantador
Martirizando-me
Com palavras de amor…
Sou pérola pura
Guardada em tons
De ternura
Para ti!
Apenas tu irás abrir
O meu sonho
O meu mundo
E tudo o que estiver
Neste mar profundo
Até o meu sorrir!
Confortam-me os teus beijos
De algas e seixos
Com sabor a canela
Mel e hortelã
Que maravilham cada noite
E cada manhã…
Neste azul de delírios
Onde moro tão só
Aguardo que abras
Este tesouro
Pleno de desafios
De ouro
E pó…
E…concha que sou
Marulhando no anseio
Espero que descubras
Onde moro
E volteio
E abras grilhões
E fados distantes
Porque as fases
Da lua
São estes breves
Instantes
Em que falas e escuto
E leio!

terça-feira, 17 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
O teu carinho
Estou aqui flutuando
Nesta nuvem de doçura
Em fantasia me aninhando
Nos momentos de ternura
Vividos na minha tez
Estão teus dedos de sonho
Dançando na minha nudez
Doce mel de que disponho
Lembro teus lábios carnudos
Beijando a minha boca
E os nossos corpos desnudos
Deixando-me como louca
O meu corpo ainda se entrega
À brevidade da sensatez
E nem um afeto te nega
Em momentos de lucidez
Esta bruma de felicidade
Envolve este torpor infindo
São lagos plenos de docilidade
Abertos ao nosso amor tão lindo

domingo, 15 de setembro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
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