
sexta-feira, 30 de junho de 2017
terça-feira, 27 de junho de 2017
segunda-feira, 26 de junho de 2017
sábado, 24 de junho de 2017
Professor com orgulho
Em dia de exame escolar
é distribuído o serviço
Enquanto a uns cabe ir vigiar
aos suplentes, cabe o paraíso
Paraíso na sala de professores
onde existe o ar condicionado
Uns tiram fotocópias a cores
outros de computador ligado…
Ligado deve estar o par
de vigilantes, em sintonia
Mas sem telemóvel para jogar
acabam-lhes com a alegria!
Alegria era todos saberem
exatamente as suas funções
para ao secretariado pouparem
algumas tolas confusões…
Confusões não são permitidas
na escrita do nome da disciplina
no código, no horário, nas tolerâncias
tudo no quadro, com caneta fina.
Fina ou grossa que seja a voz
de quem, à porta, faz a “chamada”
Preciosa é a ajuda veloz
de quem os senta em linha “serpenteada”
“Serpenteada” e sem enganos
tal como a leitura das “advertências”:
a tinta indelével, todos os anos,
e os procedimentos para as desistências.
Desistências (ou não) preenchem o cabeçalho
com a assinatura, a fase, a versão
e por vezes é o “cabo do trabalho”
quando esquecem o cartão de cidadão!
Cidadão é agora o professor
que abre o saco com a tesoura
distribuindo o exame, sempre ao dispor,
dando esclarecimentos com brandura
Brandura característica da primeira hora
que decorre sem qualquer transtorno
Marcham ligeiros, os professores agora
sem ligar se o dia está frio ou morno
Morno que passa a quente e a descambar,
a marcha torna-se então lenta…
A ciática a doer, os rins a fraquejar
e a bexiga cheia que já “apoquenta”
Apoquenta também o calor
e a sede. A fome é já tamanha
que o som do estômago é um pavor,
mira-se uma cadeira, com manha…
Manha acobertada, acabam
por se sentar à vez
encostados ao cotovelo (já sonham)
em sair dali…que insensatez!
Insensatez a dos “moços” que ficam
mais a meia hora de tolerância
E o calor, a fome, o sono marcam
mais uma missão cumprida de vigilância!
Rosa Alentejana Felisbela
24/06/2017
(imagem da net)

domingo, 18 de junho de 2017
perda
Eu estou cheia de calor. Não tenho ar condicionado. Estou literalmente a "destilar". Mas o que dirão os Bombeiros com aquelas fardas e botas, perante a violência das chamas? Perante a temperatura da terra que pisam? 36 horas sem poderem respirar convenientemente😔 E as pessoas apanhadas nas estradas em fuga, sem fuga? E as que ficam sem casa para poderem ter algo que as refresque? Não há volta a dar...A situação é bem mais grave que os nossos umbigos. Apostar na prevenção das florestas? Sim, mas antes que a própria Natureza ou um lunático qualquer se lembre de tirar vidas...
Rosa Alentejana Felisbela

sábado, 17 de junho de 2017
adolescência
sombra
quarta-feira, 14 de junho de 2017
serenata
sismo
terça-feira, 13 de junho de 2017
sonhar
segunda-feira, 12 de junho de 2017
domingo, 11 de junho de 2017
sábado, 10 de junho de 2017
quinta-feira, 8 de junho de 2017
faca
feelings
terça-feira, 6 de junho de 2017
Promessas
E sigo compreendendo que o manto de ébano da noite
sucede à manta colorida do dia...
E que os meus olhos são pirilampos
em torno da tua silhueta!
Traz-me a poalha do teu sorriso
sussurrando constelações de nenúfares...
Prometo-te a via láctea do céu da minha boca!
Ah...mas não demores,
ou corres o risco de eu adormecer
no algodão doce dos sonhos que me prometeste...
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

segunda-feira, 5 de junho de 2017
Noiva da tua vontade
Tenho o sabor das laranjas
nos pomos dos meus lábios
tenho beijos de ti cativos
do teu néctar e ternuras ávidos
tenho o aroma das flores
prisioneiro nos meus cabelos
enternecendo as cores
que guardas nos teus anelos
na brancura do meu vestido
reflete-se a doçura do teu olhar
tão intenso e enternecido
levas-me sempre ao altar
e sinto-me noiva das lisonjas
que as tuas mãos segredam
sempre que tocas as franjas
que o meu decote veneram
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

domingo, 4 de junho de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
Silenciosa
Há um desalinho
enigmático na casa
- abandonada -
sem postigo na porta
e de tinta desgastada
só o batente ruidoso
acorda o demorado segredo
que ali existiu
o fino fio de amor
partiu-se
mesmo no centro
da sala
e gritou na sua voz
voraz
para o telhado oblíquo
- eco que a noite calou -
e as janelas, sem paz,
espreitaram o cheiro
da cal caída
e das escadas
penosas
- fugaz
porto de abrigo -
e a palavra “amor” embalou
um espelho imenso
e espesso de mudez
que olhou fixamente o quarto
onde faíscas efémeras
tomaram, outrora, palavras insanas
como tranquilizante
da insónia
- essa que a cama emana -
e mesmo a sombra
nas ombreiras salitrosas
esqueceu as teias
que as aranhas
- obreiras poderosas -
costuraram ao longo
dessa casa
silenciosa.
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

quinta-feira, 1 de junho de 2017
Doce cegueira
O teu amor é doce cegueira
e tem um gosto a atrevimento
quando me passa p’lo pensamento
e me torna “A” musa feiticeira
lançando enganos ao vago vento
atiças-me nas veias a fogueira
quero a ti render-me a vida inteira
só tu me entregas nas mãos o alento
és colírio, elixir, fantasia
rima perfeita escrita ao meu jeito
nos meus olhos, ventre e poesia
que me domina a pele e recria
o meu sorriso e as formas do meu leito
numa mansa e feliz ousadia…
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

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