quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Jocosas?


Hoje tenho uma foto nova
para colocar no meu perfil
junto com uma nova trova
e penso que é mesmo “baril”

Escolho com muito critério
as palavras a introduzir
para desvendar o tal mistério
que agora me faz sorrir

Sei que és bastante “ousado”
e que preferes ficar oculto
mas para quê ficares calado?
Torna-te mas é num adulto!

Ai essa coragem deslavada
esse olhar escondidinho
a frontalidade tão abalada
será porque és um velhinho?

Comprarei a coragem na feira
a ti a entregarei com delicadeza
Gostava de te ver à minha beira
com a tão apregoada afoiteza!

Abrirei o saco do chá que acalma
e deixarei a infusão fazer efeito
não te quero com um trauma
e até mereces o meu respeito!

Mas porque ocultas o teu rosto
se nada tens para esconder?
Ainda penso que és um “encosto”
e fujo e corro a bom correr!

Acaso achas que és uma ilha
isolada do mundo inteiro?
Eu percorro milha por milha
para ter um amigo verdadeiro!

Já sei que muitos se vão rever
nestas palavras tão jocosas
Pode ser que fiquem a saber
como lidar com certas “rosas”

Rosa Alentejana Felisbela
(este texto não pretende ridicularizar ninguém nem tem "dono" específico, apenas me apeteceu fazer algo diferente)
-imagem da net-

domingo, 11 de setembro de 2016

Cuida


Cuida que o cuidado é
sempre pouco
nesta maré onde acudir é moda.
Pode a moda
custar cara quando dar a cara
for dura demora.

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

sábado, 10 de setembro de 2016

Raizes

As raízes são os alicerces de uma árvore. Sem elas jamais suportaria as vicissitudes dos tempos. Quantas vezes, as intempéries retorcem o tronco, quase arrancando-a do solo. É preciso muito amor do Criador para que vingue por longos e longos anos. O valor que lhe é atribuído reside no coração de quem sente. Perdoar é uma virtude ao alcance de poucos.

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

Idade

Enquanto a tenra idade nos favorece, somos indestrutíveis perante a vida. Absorvemos os mundos que nos deixam transparecer. Mas ao tornarmo-nos adultos, a educação deve ser mais um alicerce para nos alargar as margens do rio da vida, até nos tornarmos mar.

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

Que mão é esta?

Que mão é esta que envelhece de razões perdidas? Que mão é esta que reza a um Deus bondoso, mas que solicita para si todas as benevolências? Que mão é esta que maltrata as próprias células epidérmicas indefesas? Que mão é esta que denigre o nome que os vasos sanguíneos floriram? Que mão é esta que agride ao invés de acarinhar? A vida é o instante que fica entre o que damos e o que recebemos.

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

Morte

Só quando o chão abre a boca e engole os que amamos sabemos valorizar o ombro que caminha ao nosso lado. Somos tão pouco, perto das quezílias e questiúnculas. Um coração amargurado nunca tornará a ter a cor vermelha do sangue, antes permanecerá negro. Se te derem a mão, entrecruza os dedos e absorve a força. Amanhã pode ser tarde demais.

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Quase temporal


As folhas subtis
afagam suavemente
os dedos engelhados de histórias
nesse outono puído nas árvores

O vento ternurento
mima as vestes que já foram frondosas
mas que perderam as cores
garridas
num delírio caduco da estação

Há um prenúncio de chuva
no perfume que a nuvem
comprime

e as aves…

roçam as asas nos céus
inspirando os frutos
que a tua boca levou
quando se instalou o silêncio

é setembro
que se ergue
na distância de um “quase”
temporal.

Rosa Alentejana Felisbela
(foto da net)