terça-feira, 6 de setembro de 2016
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Sabedoria
Conheces as manhas
que a língua envolve
e o tom correto
de cada fala
Sabes de cor a cor
humana e pintas
o quadro conveniente
com cada pincel
Secundarizas a dor
e eternizas o amor
na mesma linha
que lês a sintonia
Talvez um dia
os passos te coloquem
no mesmo caminho
e o livro se abra
numa página semelhante
e morra a sabedoria…
Rosa Alentejana Felisbela
domingo, 4 de setembro de 2016
Uva
A esperança
convoca o verde
numa folha
o orvalho
nos meus olhos
ver-te
seiva do caule
que preservo
uma orgia
de frutos
em cada galho
Rosa Alentejana Felisbela
Douro
Porto – Passeio de barco no Douro – 03 de agosto de 2016
Namora-me amor o olhar
da beira da tua Alfândega
e dispõe o teu desejar
nas amarras da vontade cândida
Abraça-me a proa emproada
e não te importes de salpicar
o convés da minha amurada
quando me vieres beijar
Enlaça-me com o teu cheiro
a gaivotas e peixe maduro
nas redes do marinheiro
com faces d’um sol já escuro
Encontra-me amor no mar
já que de terra vieste
e sente o gosto de amar
no filho que concebeste
Rosa Alentejana Felisbela
Namora-me amor o olhar
da beira da tua Alfândega
e dispõe o teu desejar
nas amarras da vontade cândida
Abraça-me a proa emproada
e não te importes de salpicar
o convés da minha amurada
quando me vieres beijar
Enlaça-me com o teu cheiro
a gaivotas e peixe maduro
nas redes do marinheiro
com faces d’um sol já escuro
Encontra-me amor no mar
já que de terra vieste
e sente o gosto de amar
no filho que concebeste
Rosa Alentejana Felisbela
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Porto – Jardins do Palácio de Cristal – 03 de agosto de 2016
Espreito pela porta redonda
mirando as flores frescas
da manhã
E em cada estação antevejo
a delicadeza das mãos
segurando a sorte dos seios
e lábios cor de romã
Sopra a brisa mansa nas folhas.
Galho a galho voam os pássaros
e os cantantes chilreios
guiam-me os passos
A abóbada transborda
de vigor e gratidão
e em cada pedra descalça
revejo a perdição
Murmuram fontes o teu nome
aberto ao miradouro suspenso
e eu naufrago o meu olhar
no teu rio de silêncio
E fecho a porta forjada
de enlaces da hera das horas
e com um brilho nos olhos
das pétalas que perdi
digo às árvores:
- Quem me dera…saber de ti,
agora!
Rosa Alentejana Felisbela
Tempo
Caindo o que sinto
na folha perdida
levada p’lo vento
vai no vento alado
a folha rasgada
meu tempo perdido
Rosa Alentejana Felisbela
Internet
Ligações pousadas nos fios
migram por caminhos
nunca imaginados.
Na imaginação
pousam ligações
que levam fios alados.
Rosa Alentejana Felisbela
Subscrever:
Mensagens (Atom)