quinta-feira, 25 de agosto de 2016
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Ouro liquefeito
Entrelaça os olhos
nas entrelinhas do papel
ainda pardo de dor
mas sabedor de encruzilhadas
das regras da reescrita
gotejam pingos de negro
no asfalto da estrada
mas as bermas florescem
da cor faminta da levada
que a cascata grita
e o sabor do inesperado
ainda crepita na voz
que a secura dissolve
na água
mas as letras
adquiriram o tom
raro
que a pureza não perdoa
castiga
ouro liquefeito
que a sombra acobarda
Rosa Alentejana Felisbela
domingo, 21 de agosto de 2016
Partiste
sábado, 20 de agosto de 2016
Porto, 05 de agosto de 2016
Vim ver-te, meu amor
ver-te ao Cais da Ribeira
mas descobri que a tua vontade
não era estar à minha beira
Vim ver-te, meu amor
ver-te à Torre mais alta
mas os Clérigos confidenciaram-me
que eu não te fazia falta
Vim ver-te, meu amor
ver-te à Rua Passos Manuel
mas as pedras da calçada contaram-me
que não seria só meu o teu mel
Vim ver-te, meu amor
ver-te à Câmara Municipal
mas os Aliados disseram-me
que eu não era, para ti, a tal
Vim ver-te, meu amor
ver-te à Igreja das Carmelitas
mas as beatas transmitiram-me
que havia amores bem mais catitas
Vim ver-te, meu amor
ver-te ao jardim do Palácio de Cristal
mas as árvores lembraram-me
que eu, para ti, não era especial
Vim ver-te, meu amor
ver-te ao belo rio Douro
mas os meus suspiros quebraram-se
e eu, livre, aguardei O amor sincero
e mais duradouro.
Rosa Alentejana Felisbela
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Letras estéreis
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