Uso as palavras como ponte antiga
para a benevolência
do abraço místico,
chave do feitiço inscrito
no sânscrito do olhar que trago
nas pontas dos dedos
E do cimo do ninho dos versos
esquecidos na torre mais alta,
construo a Muralha da China
em torno do coração,
como imperatriz dos sonhos
que domina os cinco elementos
E abro mão do poema
que voa cândido
ao teu redor…
Diz-me se não é uma prova
de amor!?
Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)




