terça-feira, 21 de novembro de 2017

Piada do dia:


Hoje desloquei-me à Bomba de Gasolina onde habitualmente abasteço o meu carrito e aconteceu algo inusitado. Costumo pagar antecipadamente para não ter que estar com o cuidado de ver se não ultrapassa o montante que quero. Cheguei e apresentei os cartões e descontos que se utilizam nestas situações, e o senhor perguntou-me o que queria. Eu respondi o montante que queria de gasolina. Ele perguntou-me se era da simples ou da especial, e eu disse pretender da especial. Fiz o pagamento e saí. Momentos depois, fui buscar a “pistola” (não sei se é o nome correto rs) e…não funcionava. Voltei a coloca-la no lugar e tirei novamente. Nada. Gesticulei para o senhor e ele gesticulou para mim. Nada entendi. Voltei a tentar e nada. Entretanto, a loja tinha lá uns 4 senhores a pagar que foram saindo e olhavam para mim com um sorrisinho estranho. Comecei a ficar incomodada. O senhor da Bomba veio então cá fora e disse:
Senhor - A senhora está a tirar gasolina!
Eu - Sim!
Senhor – Mas não me pediu gasóleo?
Eu – Não…Recorda-se que até me perguntou se eu queria normal ou especial?
Senhor (aflito) – Ah desculpe! Foi erro meu!
E lá foi mexer “onde deveria” para eu poder abastecer.
Quando terminei estava um bocadinho irritada e um bocadinho divertida. Então os senhores que iam saindo estavam certamente a pensar “coitada, é mulher…nem sabe o que pediu ou não sabe ler”…Nenhum teve a amabilidade de me dizer absolutamente nada!
Acham normal????rsrsrsrs


sábado, 18 de novembro de 2017

Preconceitos


Vamos colocar a questão
De um prisma diferente
Se todos temos coração
Qual é a diferença na gente?

Se num RX o esqueleto
Fica exatamente igual
Quer seja branco ou preto
Qual a diferença afinal?

Se nas análises ao sangue
Vemos que tem a mesma cor
Queres que não me zangue
Quando há distinções com rancor?

Se todos têm progenitora
E um pai dá a sua semente
Porque deixámos outrora
Existir estratos na gente?

Se as lágrimas displicentes
Dos olhos de qualquer pessoa
São todas transparentes
Digam-me qual é má ou boa…

Cada um possui sua raça ou etnia
E ninguém deve ser segregado
Pela sua religião, sexo ou cidadania
Cada um é igual e deve ser civilizado

Mas começa pelo berço
A moldar a mente a teus filhos
Ou podes rezar 20 terços
Que sempre haverá sarilhos…

E lá está o ADN a comprovar
Que somos todos uma família
Igualmente devemos tratar
E não criar qualquer quezília

Rosa Alentejana Felisbela
18/11/2017
(imagem da net)

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Chuva


Encontro-te no lugar
de sempre

é final de dia
e o horizonte irrompe
no seu latejar
de nostalgia

ali está o mar de sementes
cansadas de tanta sede
na sua palidez
desmesurada

atraca novamente
a saudade no porto
que esconde o teu nome

e as amarras
de arame farpado
ferem o barro esgotado
das minhas mãos

vejo cair o crepúsculo
numa folha de outono
e uma papoila morre
sem conhecer o teu rosto

parte novamente uma cegonha
carregada de beijos meus

quem sabe se um dia
chegará ao destino?

quem sabe se as nuvens
se emocionam com o perfume
das minhas lágrimas?

Rosa Alentejana Felisbela
17/11/2017
(imagem da net)

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Altruísmo


Coloca-te no lugar
de quem tens na frente
antes de tomar qualquer resolução.
Há palavras que ferem
e outras que beijam...
Prefiro o beijo da natureza
que é sempre acolhedora!
Sê abraço e não espinho!

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Tempo


Tanto tempo passado
e a noite chega
como abraço reconciliado
numa esperança
única...

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

Procuras


Julgas conhecer
todo o meu vocabulário
e que já não há palavra
para demover o teu silêncio

mas acredita que cada verso
polido e arbitrário
confere ao meu discurso
a fluência
que têm as lágrimas obscuras

e que a sombra
produzida pelo verbo aceso
é alternativa clara
que sustenta a cal pura
do muro aberto aos dedos
de quem se revê na ternura

e a brisa espalha sílabas
de pedras lisas que se empilham
num equilíbrio de pontes
de palavras futuras

deixo-as cair
sobre a página regularmente
num baile anunciando
a inocência do rodopio
do rio que procuras

Rosa Alentejana Felisbela
15/11/2017
(imagem da net)

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sós na pluralidade da guerra dos outros


Protejo a bala abraçando a arma porque a tua voz, retornada, me alucina o pensamento. O medo em barda defende-me o peito, atento ao movimento dos dedos destemidos… Choro a lágrima da criança alheia à miséria, debatendo o tom do choro conforme a fome de alimento, ou amor, ou calor. Cerro os dentes como quem guerreia pela posição mais exata de cometer o crime da gula pelo aconchego. Mas a roupa colada ao corpo enregelado já perdeu o rumo na escuridão. Não conhece a cor do chão entranhado até à mácula da alma. Porque nenhum músculo compreende a suavidade de uma cama macia. Nem um único olhar consegue descortinar a raça da pele rasgada. Os pés correm ao movimento dos canaviais cravados até às moléculas infernais do sofrimento. Haverá um arco-íris por trás do monte da noite? Haverá uma voz que diz “anda, aqui ficas segura” no final da linha escrita a fogo e balas com sabor a limão verde e a suco gástrico coberto da neblina fria de fuga? Somos tão sós na pluralidade das guerras dos outros…

Rosa Alentejana Felisbela
13/11/2017
(imagem da net)