domingo, 15 de janeiro de 2017

(a)mar(te)


Quisera eu ser do mar
enganador

a espuma

beijando a amurada
plena de alvor

-a delicadeza-

E do azul ser princípio
e fim

dedicando aos teus olhos
toda a singeleza!

Rosa Alentejana Felisbela
(foto minha)

sábado, 14 de janeiro de 2017

véu


O véu do silêncio
é a roupagem perfeita
para o refúgio
da alma!

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

Aportar


Voa-me o olhar sobre as águas
toldadas, trémulas, tumultuadas
e rendidas ao vento

Meditam-me ideias alheadas
seguindo em barcaças secretas
p’lo destino paralelas

tentando descobrir o valimento

Contemplo o rumo mudo
incerto
e quero a âncora e a amarra

que o nó uniu e não dilacera,
a verdade que nos move
num aportar liberto!

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

reescrita


Reescrevo-me
a cada linha
como se tricotasse
para os teus olhos
o poema do meu corpo...

Rosa Alentejana Felisbela
(foto da net)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

eco


Eleva-se a mente rumo ao poente
das mãos amadas - calor espargido
pelas veias - e a ânsia de ouvir um eco...

Rosa Alentejana Felisbela
(foto de Luis Cruz)

indizível


Há um pudor indizível
na alma
quando o sol se esconde
sob o véu diáfano
de uma manhã

E aquela nota nua
que entoa
intangível
uma emoção…

Cruzar de dedos
em torno das nossas mãos

-amo-te-

Reflexo involuntário
no espelho
da água presa ao chão

Inspirar venturoso
em arrojada fruição!

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

frio


Solta-se um frio cortante
dos pensamentos indecentes do vento
- e nasce uma ousadia nos meus cabelos
desejosos do calor das tuas mãos...

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)