Fustigada pelo fausto
vento que do Norte
sopra, rodando
e rodopiando
manifesta-se Terra
ela em seu protesto
como predisposto
em pousio humano
confinada ao silêncio
tanto e tão funesto
como confidente
ela carrega a cruz
inspirada e incapacitante
d’angústia penitente
arada na procura
do adubo bom
composto p’lo juízo
perdido na negrura
das palavras vãs
Oh! Terra deslumbrante
aguarda a colheita
sagrada e rarefeita
de um solo abundante
que amacia a raiz
e brota tão feliz
como fruto farto
e revigorante!
Rosa Alentejana Felisbela
(foto tirada por mim)





