Pela janela aberta da aurora
Sinto um cheiro bom e intenso
Inspiro um ar puro e propenso
Ao devaneio poético da hora
Bebo o azul do céu com amor
E embriago-me simplesmente
Com a beleza bela e irreverente
Que me dá o alento apaziguador
Afago com carinho o pensamento
Que evoca o calor brando do sol
Acariciando aquele tonto girassol
Girando no seu lento movimento
Ouço o arrulhar manso da rola
Que ao longe canta e então sorrio
Num sorriso brando como um rio
Que nas curvas estreitas se enrola
Também eu parto do meu ninho
Nesta hora que cedo se anuncia
Atrevo-me a fazer uma analogia
Com as asas de um passarinho
Vou voando viva e tão vibrante
Com a felicidade colada ao rosto
Como um dia quente de agosto
Refletido no meu semblante
Rosa Alentejana Felisbela
(foto tirada por mim)

