segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Casa


"É em casa que me sinto segura. Mas se me deres a mão mostro-te o perfume do quintal das minhas emoções. São elas que me rodeiam e inspiram cada canção:" Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

Flores do campo


"Lembra-te que as flores do campo são as mais bravias. Mas as mais belas e ternas de todas. Só elas podem enfeitar a herança da pele carinhosamente." Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

Abraço


"Sempre que o abraço acontece, há um mundo de perfume entre a pele e as emoções" Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ai...


"Ai…que a luz da esquina
onde nos encontrarmos jamais
se dissolva na sombra dos dias
para que os nossos corpos
se entreguem ao luar
num fio mesmo que instável
de bem querer"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Apenas humanos


Quando o cérebro
manobra as palavras
num zénite obsceno,
solta-se o hálito
desse amor vernáculo.

Ele funciona
como dopamina
no sistema
nervoso do olhar.

Ou como tónico
suavizante da pele.

O elixir que alquebra
o açúcar desejado
ardilosamente
pelo pensamento.

Diz-me a que soa o beijo
quando a vontade
de me ter
se manifesta ao teu ouvido!

Conta-me em quantas gotas
se decompõe
a fragilidade
da paixão quando me olhas!

Seleciona cada vocábulo
e pronuncia-me as sílabas
que a serotonina alberga
para abalroar as tuas intenções!

Depois desata suavemente
o laço que me cobre o ombro
e descuida-me o rosto
com a cor rubra
do véu que tens nas mãos.

Abraça-me o tempo nu,
pois não bastam os minutos
que o relógio despreza.

Restam-nos os momentos
que a verdade amarfanha
e sairmos de nós,
como num conto de fadas.

O castelo impõe-se
no cimo dos montes
e o coração sobe as escadas
em caracol,
tão lentamente
que ainda não sabe gerir
a saturação da privação.

Transgride a pena e cria as asas
que Ícaro abandonou.

Serei o Dragão que queima
os portões da razão…
se secares o rio que transbordou
as raízes aos meus pés.

Quero a palavra mágica
que a gramática
não pode mais corrigir.

Desafiemos o poema,
como se a magia existisse
e não fossemos apenas humanos.

Rosa Alentejana Felisbela
(imagem da net)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Efabulação


"Planto a imagem vezes sem conta no meu coração, como se assim voltasse a renascer na minha floresta de memórias indizíveis, incontáveis...Como se o segredo pudesse ser reproduzido numa potência elevada ao infinito... Como se o tesouro guardado pudesse transformar-se numa efabulação do meu tato, do meu olfato, do meu sabor, da minha visão ou da minha audição! Simulacro vivido na minha real imaginação..."
Rosa Alentejana Felisbela

E o adeus?


You're the light, you're the night
You're the color of my blood
Segunda-feira é dia da espera
constrangedora do som da palavra
gravada na memória
tão redonda quanto os lábios
conseguem circunscrever – amo-te –

You're the cure, you're the pain
You're the only thing I wanna touch
Never knew that it could mean so much, so much

Terça-feira é dia de espera
uma espera sobressaltada e triste
na medida em que o som
não desce de norte para sul – sobrevivo –

You're the fear, I don't care
Cause I've never been so high

Quarta-feira é dia de espera
remanescente, assente sobre
um escrito que a pedra já gastou
de tanto ser lida – sobrevivo –

Follow me to the dark
Let me take you past our satellites
You can see the world you brought to life, to life

Quinta-feira é dia de espera
desolada sob a sombra das sobras
do dia anterior, forjando a dor
como ferro em brasa
na pele branca, lívida de vida

So love me like you do, lo-lo-love me like you do(…)
Touch me like you do, to-to-touch me like you do
What are you waiting for?

Sexta-feira é dia de recordar o amor
feito do hábito rotineiro às 7 e 45 e a amargura
virtual preenche a manhã,
coloca a mão sobre o ombro
da tarde e acena à noite
um adeus indistinto – sobrevivo –

Fading in, fading out
On the edge of paradise
Every inch of your skin is a holy grail I've got to find
Only you can set my heart on fire, on fire

O sábado já não acorda
com o bom-dia que abarcava toda
a dimensão da casa, como vinho
encorpado, embriagando o corpo do dia – sobrevivo –

Yeah, I'll let you set the pace
Cause I'm not thinking straight

O domingo é um rapto cego
da beira de um café junto ao mar
que já nem respira pela inspiração
de outrem – sobrevivo –

My head spinning around I can't see clear no more
What are you waiting for?

As semanas tornaram-se
num corpo com muitas cabeças
a quem instruíram a azáfama do cuidador,
a quem mais não resta senão
o corrupio diário e a provação escrita
do valor numerário
inerente aos gastos mensais – sobrevivo –

Love me like you do, lo-lo-love me like you do
Love me like you do, lo-lo-love me like you do

Não rezas porque é inútil
essa devoção aos lábios que
redondamente se ausentam nas sílabas
mal pronunciadas do redondo – amei-te –
simulacro dos instantes parcos
em que sobreviveste…

Touch me like you do, to-to-touch me like you do
What are you waiting for?

Rosa Alentejana Felisbela