quarta-feira, 17 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Mito(lógico)
Embrenhei-me no mito lógico do teu amor
e senti a palavra de mel na ponta da língua…
Salivei através da ranhura da fechadura
sem chave para a tua ternura
e avistei a estrada estrelada para o teu coração,
onde cavalgavas nesse corcel branco e brando
de nuvem purificada pelas tuas mãos,
de crina revolta, envolta na nuca cobiçada,
penteada, afagada pelos meus versos…
Ainda a palavra vestia o teu corpo
engalanado de silêncio, folhas de loureiro e desejo nu,
selvagem e arrojado
como anjo que flutua na lua
dos beijos, enamorado,
e já te memorizava verso
em soneto decassilábico
reproduzindo o som das asas
a roçar os teus flancos
descobertos pelos meus olhos
doces, mansos e mágicos
e depositava solenemente a minha palavra
na beira do teu leito de lençóis macios
onde dormias para a poderes sonhar…
sonhar…sonhar…
Rosa Alentejana Felisbela
15/06/2015
(imagem da net)
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Esse quarto de lua
O assombro
caiu no abismo perfeito
dos nossos olhares
enquanto as mãos
roçaram o destino
despido de preconceitos
E eu precisei do pacto feito
entre o teu e o meu peito
no momento em que caíram
perdidas
as nossas bocas
na caligrafia arriscada
do nosso poema
Pois nada ficou no lugar
da certeza imputada
ao meu ventre
quando se renovou de odores
próprios da primavera
num misto de infusão
com sabor a alegria
e a jardim repleto do teu mel
Houve uma invasão de alma
arranhada pelas tuas palavras
na ponta dos dedos
e soltou-se o gemido
purpura pura
na ternura entre a tua língua
e a minha
Assim…publicaste-me os segredos
em rimas de risos remanescentes
enquanto suavizaste os meus pensamentos
na beira das folhas do livro
que escrevemos
durante o tempo guardado
no quarto de lua
onde nos deitámos
e amor…fizemos.
Rosa Alentejana Felisbela
12/06/2015
(imagem da net)
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Brisas eternas e doces de paixão
Trago em mim esta doçura
provinda das palavras indomadas
que me sussurras, que me ousas, que me usas
decalcadas na pele…
Essência lambuzada neste amor
lapidado a ternura com o cinzel do alabastro
perpétuo do teu olhar…
Metáfora que roça o infinito
numa entrega incontrolada
como se as nossas metades fossem o âmago
da memória de muitas vidas
onde jamais nos esqueceremos
que caminho devemos tomar
para encontrar a razão…
Por isso, te sopro brisas de paixão
e nomeio o teu nome de mel
em rimas quentes como o verão
e na voz carrego nenúfares perfumados
de lagos profanados pelos meus dedos
quando me entregas rendido
o teu coração.
Porque é eterno este querer?
Porque serenas as minhas palavras
quando a minha cabeça tomba sobre o teu peito
ao ritmo da língua dos anjos
que só eu entendo
quando me despes dos medos
que carrego na alma…sem razão.
Rosa Alentejana Felisbela
11/06/2015
(imagem da net)

domingo, 7 de junho de 2015
Cartografia do nosso amor
Vem comigo sentir as folhas quebrarem
Por debaixo dos pés num ritmo frenético
Como quem consome um verão herético
Na pressa de os corpos se encontrarem
Sente o cheiro da terra molhada, poético
Na valsa das palavras antes de se darem
Aos versos nos corpos quentes, a vibrarem
Quando o desejo é um culminar profético
Entrelaça os teus dedos nos meus cabelos
E beija-me as margens no leito da ramagem
Quando os fonemas se tornam supérfluos
E os gemidos se dissipam e surge a coragem
Para o toque sem receio em intensos anelos
Quando mais nada existe, só esta voragem
Rosa Alentejana Felisbela
07/06/2015
(imagem da net)
sábado, 6 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Professor...
Eu não entendo
porque sempre se perde
a minha mente…
E sinto uma angústia
que vai crescendo…
Às vezes, sou tragado pelo medo
outras vezes, fico indiferente!
Professor…
Eu não sei porque riem
os meus colegas
quando falo como eles,
já não sei como me justifico…
simplesmente,
não sei se vou ou se fico!
Professor…
Eu às vezes sou sincero
e até digo o que penso,
mas zangam-se comigo…
quase fico em desespero!
Professor…
“eu não consigo”!
Resta-me aquela solidão
do recreio
vazio de amigos,
nenhuma mão
para me dar a ajuda
que anseio!
Professor…
Descobre tu o meu amor
nas entrelinhas
que não escrevo…
porque não sei!
Escreve por mim
com aquelas letrinhas
que sabes fazer!
Diz que só quero fazer parte
da nossa escola,
que levo o que sinto
e também os lápis
na minha sacola!
Professor…
Eu depois faço um desenho
para ti, cheio do carinho
que carrego em mim
junto com o sonho
de um dia
ser feliz!
Rosa Alentejana Felisbela
29/4/2013
(imagem da net)
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